Depois de Sentimento da Ausência (1981), Poemas da Imigração (1985), Na cidade Estrangeira (1987), Emigrar na Primavera (1991), Perfeito Chão de Voar (1994), Sombra e Ramos Sobre o Peito (1997), Infinita é Toda a Nascente (1998), Há uma Eterna Liberdade (200), O Instante é a Tua Face no Poema (2001) e Pousado no Silêncio (2003), Amândio Sousa Dantas publica No Ombro o Orvalho (2006).
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Um livro de poesia que ultrapassa as vibrações holderlinianas. O poeta escuta o sol, a lira celeste, o canto da noite, os ecos dos bosques e das colinas e exalta o sagrado e a natureza com os mesmos versos arrebatados de Holderlin. Ambos se encontram para uma nova partilha da palavra, para uma nova apreensão encantatória da existência, para uma reescrita da vida, da dor ou da mágoa: «Os rios são almas que vagueiam/ pelo mundo – ó almas santas dos rios, / protegei meus olhos de tanta indigência/ quotidiana, dai-me a vossa força, / lavai, refrescai nosso olhar, face a tanta mágoa. / Poetas: ó poeta das águas purificadoras, das águas fundas e altas. Vossos são/ os rios da vinha, rios da amistosa colheita; / deixai que connosco siga a vossa prece e/ até que a dor nos una. Oh teu cálice/ transbordante de alegria; vossa vocação/ da humana presença. O divino pressinto.» (1) Amândio Sousa Dantas vai construindo cada vez mais um lirismo original que está presente em poemas como
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